3 de nov. de 2014

Atividade de LPT - Romance 9º ano

CADEIA

Aí certificou-se novamente de que o querosene estava batizado e decidiu beber uma pinga, pois sentia calor. Seu Inácio trouxe a garrafa de aguardente. Fabiano virou o copo de um trago, cuspiu, limpou os beiços a manga, contraiu o rosto. Ia jurar que a cachaça tinha água. Por que seria que seu Inácio botava água em tudo? perguntou mentalmente. Animou-se e interrogou o bodegueiro:
- Por que é que vossemecê bota água em tudo?
Seu Inácio fingiu não ouvir. E Fabiano foi sentar-se na calçada, resolvido a conversar. O vocabulário dele era pequeno, mas em horas de comunicabilidade enriquecia-se com algumas expressões de seu Tomás da bolandeira. Pobre de seu Tomás. Um homem tão direito sumir-se como cambembe, andar por este mundo de trouxa nas costas. Seu Tomás era pessoa de consideração e votava. Quem diria?
Nesse ponto um soldado amarelo aproximou-se e bateu familiarmente no ombro de Fabiano:
- Como é camarada? Vamos jogar um trinta-e-um lá dentro? Fabiano atentou na farda com respeito e gaguejou, procurando as palavras de seu Tomás da bolandeira:
- Isto é. Vamos e não vamos. Quer dizer. Enfim, contanto, etc. É conforme.
Levantou-se e caminhou atrás do amarelo, que era autoridade e mandava. Fabiano sempre havia obedecido. Tinha muque e substância, mas pensava pouco, desejava pouco e obedecia.
Atravessaram a bodega, a corredor, desembocaram numa sala onde vários tipos jogavam cartas em cima de uma esteira.
- Desafasta, ordenou o polícia. Aqui tem gente.
Os jogadores apertaram-se, os dois homens sentaram-se, o soldado amarelo pegou o baralho. Mas com tanta infelicidade que em pouco tempo se enrascou. Fabiano encalacrou-se também. Sinhá Vitória ia danar-se, e com razão.
- Bem feito.
Ergueu-se furioso, saiu da sala, trombudo.
- Espera aí, paisano, gritou o amarelo.
Fabiano, as orelhas ardendo, não se virou. Foi pedir a seu Inácio os troços que ele havia guardado, vestiu o gibão, passou as correias dos alforjes no ombro, ganhou a rua.
Repetia que era natural quando alguém lhe deu um empurrão.
Outro empurrão desequilibrou-o. Voltou-se e viu ali perto o soldado amarelo, que o desafiava, a cara enferrujada, uma ruga na testa. Mexeu-se para sacudir o chapéu de couro nas ventas do agressor. Com uma pancada certa do chapéu de couro, aquele tico de gente ia ao barro. Olhou as coisas e as pessoas em roda e moderou a indignação. Na catinga ele às vezes cantava de galo, mas na rua encolhia-se.
- Vossemecê não tem direito de provocar os que estão quietos.
- Desafasta, bradou o polícia.
E insultou Fabiano, porque ele tinha deixado a bodega sem se despedir.
- Lorota, gaguejou o matuto. Eu tenho culpa de vossemecê esbagaçar os seus possuídos no jogo?
Engasgou-se. A autoridade rondou por ali um instante, desejosa de puxar questão.  Não achando pretexto, avizinhou-se e plantou o salto da reiuna em cima da alpercata do vaqueiro
- Isso não se faz moço, protestou Fabiano. Estou quieto. Veja que mole e quente é pé de gente.
O outro continuou a pisar com força. Fabiano impacientou-se e xingou a mãe dele. Aí o amarelo apitou, e em poucos minutos o destacamento da cidade rodeava o jatobá.
- Toca pra frente, berrou o cabo.
Fabiano marchou desorientado, entrou na cadeia, ouviu sem compreender uma acusação medonha e não se defendeu.
- Está certo, disse o cabo. Faça lombo, paisano.
Fabiano caiu de joelhos, repetidamente uma lâmina de facão bateu-lhe no peito, outra nas costas. Em seguida abriram uma porta, deram-lhe um safanão que o arremessou para as trevas do cárcere. A chave tilintou na fechadura, e Fabiano ergueu-se atordoado, cambaleou, sentou-se num canto, rosnando:
- Hum! hum!

Disponível em http://www.diciomario.com.br/vidas_secas_101.html Acesso em 16 set. 2013.


Vocabulário

Reiúna: adj. e s.f. Diz-se de, ou certa espingarda curta ou fuzil.
Alpercata: espécie de calçado, cuja sola se ajusta ao pé por meio de tiras de couro ou de algum tecido.
Gibão: vestimenta de couro vestida pelos vaqueiros.




1) Desde o primeiro capítulo de “Vidas Secas”, você deve ter se deparado com várias palavras desconhecidas. Entretanto, é possível deduzir o significado de muitas delas ao considerar o contexto em que aparecem. A partir disso, aponte os possíveis significados dos termos destacados nos fragmentos a seguir. Uma dica: procure voltar ao texto e ler o parágrafo onde o termo se encontra. Assim, facilita a identificação do seu significado.
a) “Atravessaram a bodega, a corredor, desembocaram numa sala onde vários tipos jogavam cartas.”
Resposta comentada: entraram, adentraram, alcançaram, chegaram.

b) “- Desafasta, ordenou o polícia. Aqui tem gente.”
Resposta comentada: afasta, saia do caminho, abra espaço.

c) “Sinha Vitória ia danar-se, e com razão.”
Resposta comentada: irritar-se, zangar-se.

d) “Com uma pancada certa do chapéu de couro, aquele tico de gente ia ao barro.”
Resposta comentada: cairia ao chão, tombaria.

e) “A chave tilintou na fechadura...”
Resposta comentada: balançou e produziu som, fez barulho.

2) Você deve ter percebido que o fragmento do capítulo “Cadeia” traz algumas expressões bastante populares utilizadas na linguagem coloquial, aquele nível de linguagem que usamos com nossos amigos e familiares, em situações que não exigem formalidade. Observe os trechos transcritos a seguir e explique o significado de cada termo destacado, considerando-se o contexto em que aparecem.

a) Aí certificou-se novamente de que o querosene estava batizado e decidiu beber uma pinga, pois sentia calor.
Resposta comentada: Acréscimo de água ao querosene para aumentar o lucro nas vendas.

b) Tinha muque e substância, mas pensava pouco, desejava pouco e obedecia.
Resposta comentada: Músculo.

c) Na catinga ele às vezes cantava de galo, mas na rua encolhia-se.
Resposta comentada: Mandar, ser valente, comandar.

d) - Lorota, gaguejou o matuto.
Resposta comentada: Bobagem, conversa sem fundamento, mentira.

e) Em seguida abriram uma porta, deram-lhe um safanão que o arremessou para as trevas do cárcere.
Resposta comentada: Tapa, empurrão, ato violento.

3) O capítulo “Cadeia” conta como aconteceu a prisão de Fabiano. Leia o capítulo novamente, identifique os elementos dessa parte da narrativa e preencha o quadro seguir.
Resposta comentada: Personagens
Fabiano e o soldado amarelo
Conflito
O soldado amarelo prende e agride Fabiano sem motivo, abusa de seu poder de autoridade policial.
Espaço
Bodega ou botequim e cadeia ou prisão.
Tempo
Embora não esteja explícito, depreende-se que essa parte da narrativa aconteceu em algumas horas.
Narrador
Onisciente.


Atividade de LPT para 9º ano

MUDANÇA

Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.
Arrastaram-se para lá, devagar, Sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.
Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.
- Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai.
Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo.
A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.
- Anda, excomungado.
O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário - e a obstinação da criança irritava-o. Certamente esse obstáculo miúdo não era culpado, mas dificultava a marcha, e o vaqueiro precisava chegar, não sabia onde.
Tinham deixado os caminhos, cheios de espinho e seixos, fazia horas que pisavam a margem do rio, a lama seca e rachada que escaldava os pés.
Pelo espírito atribulado do sertanejo passou a ideia de abandonar o filho naquele descampado. Pensou nos urubus, nas ossadas, coçou a barba ruiva e suja, irresoluto, examinou os arredores. Sinhá Vitória estirou o beiço indicando vagamente uma direção e afirmou com alguns sons guturais que estavam perto. Fabiano meteu a faca na bainha, guardou-a no cinturão, acocorou-se, pegou no pulso do menino, que se encolhia, os joelhos encostados no estômago, frio como um defunto. Aí a cólera desapareceu e Fabiano teve pena. Impossível abandonar o anjinho aos bichos do mato. Entregou a espingarda a Sinhá Vitória, pôs o filho no cangote, levantou-se, agarrou os bracinhos que lhe caíam sobre o peito, moles, finos como cambitos. Sinhá
Vitória aprovou esse arranjo, lançou de novo a interjeição gutural, designou os juazeiros invisíveis.
E a viagem prosseguiu, mais lenta, mais arrastada, num silêncio grande.
Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto.
Num cotovelo do caminho avistou um canto de cerca, encheu-o a esperança de achar comida, sentiu desejo de cantar. A voz saiu-lhe rouca, medonha. Calou-se para não estragar força.
Deixaram a margem do rio, acompanharam a cerca, subiram uma ladeira, chegaram aos juazeiros. Fazia tempo que não viam sombra. Sinhá Vitória acomodou os filhos, que arriaram como trouxas, cobriu-os com molambos. O menino mais velho, passada a vertigem que o derrubara, encolhido sobre folhas secas, a cabeça encostada a uma raiz, adormecia, acordava. E quando abria os olhos, distinguia vagamente um monte próximo, algumas pedras, um carro de bois. A cachorra Baleia foi enroscar-se junto dele.
Estavam no pátio de uma fazenda sem vida. O curral deserto, o chiqueiro das cabras arruinado e também deserto, a casa do vaqueiro fechada, tudo anunciava abandono. Certamente o gado se finara e os moradores tinham fugido.
Iam-se amodorrando e foram despertados por Baleia, que trazia nos dentes um preá. Levantaram-se todos gritando. O menino mais velho esfregou as pálpebras, afastando pedaços de sonho. Sinhá Vitória beijava o focinho de Baleia, e como o focinho estava ensanguentado, lambia o sangue e tirava proveito do beijo.
A fazenda renasceria e ele, Fabiano, seria o vaqueiro, para bem dizer seria dono daquele mundo.
Os troços minguados ajuntavam-se no chão: a espingarda de pederneira, o aió, a cuia de água e o baú de folha pintada. A fogueira estalava. O preá chiava em cima das brasas.
Uma ressurreição. As cores da saúde voltariam à cara triste de Sinhá Vitória. Os meninos se espojariam na terra fofa do chiqueiro das cabras. Chocalhos tilintariam pelos arredores. A catinga ficaria verde.
Baleia agitava o rabo, olhando as brasas. E como não podia ocupar-se daquelas coisas, esperava com paciência a hora de mastigar os ossos. Depois iria dormir.

Disponível em http://www.diciomario.com.br/vidas_secas_101.html Acesso em 15 set. 2013.




1) Que personagens aparecem no capítulo “Mudança”?
Resposta comentada: Fabiano, Sinhá Vitória, cachorra Baleia, o menino mais velho e o menino mais novo, o papagaio.

2) Em que espaço os personagens vivenciam os fatos narrados?
Resposta comentada: Na caatinga ou sertão.

3) Em relação do foco narrativo, o narrador conta a história em 1ª ou 3ª pessoa? Justifique sua resposta com um fragmento do texto.
Resposta comentada: 3ª pessoa, pois o narrador não é um dos personagens da história. Alguns fragmentos possíveis:
“O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.”
“Tinham deixado os caminhos, cheios de espinho e seixos, fazia horas que pisavam a margem do rio, a lama seca e rachada que escaldava os pés.”
“A fazenda renasceria e ele, Fabiano, seria o vaqueiro, para bem dizer seria dono daquele mundo.”

4) Nos romances, é muito comum o enredo não ser linear, ou seja, não obedecer a uma ordem temporal fixa, cronológica, em que um fato se sucede ao outro. No capítulo “Mudanças”, o narrador faz um recuo no tempo e volta a acontecimentos anteriores aos fatos que está narrando. Transcreva do texto uma passagem que exemplifica um retrocesso do narrador, ou seja, um fato que aconteceu em um momento anterior ao momento em que está narrando as ações para o leitor.
Resposta comentada:
“Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto.”

5) No trecho “O pirralho não se mexeu. Fabiano desejou matá-lo.” Por que esse desejo do vaqueiro não se concretizou? Explique.
Resposta comentada: Porque Fabiano sabia que o filho não era culpado pela sua desgraça, pela seca.

6) Considerando a estrutura da narrativa, dividida em apresentação ou exposição, complicação, clímax e desfecho, responda: a que parte do romance Vidas Secas pertence o capítulo “Mudança”? Justifique.
Resposta comentada: Trata-se da apresentação, uma vez que as circunstâncias da trama estão sendo apresentadas nesse capítulo e, por isso, ele é o primeiro. O narrador apresenta os personagens, o tempo, o espaço, faz a descrição desses elementos e introduz as primeiras ações vividas pelas personagens.


Simulado de português com gabarito

Português 01


01 Todas as orações a seguir têm o mesmo tipo de predicado, EXCETO: 
A)  Você acha certo isso?
B)  Já nasceu rico.
C)  A casa estava fechada.
D) Chamei-lhe muitas vezes de ladrão.
     
02 Indique a alternativa em que tenha ocorrido ERRO de concordância nominal. 
A) Seguem juntos os recibos.
B)  Junto à moça ficavam os cães.
C)  Encerrado as inscrições, apuraram o número de candidatos.
D)  Na estrada, era necessário atenção redobrada em dias de chuva.
     
03 Indique a alternativa em que tenha ocorrido ERRO de concordância verbal. 
A)  Os Estados Unidos mantém rígido controle em seus aeroportos.
B)  Devem-se pesquisar novos medicamentos para a doença.
C)  Dez por cento da produção será exportada pela empresa.
D)  Grande número de moças saiu da sala antes de encerrarem a seção.
     
04 Assinale a alternativa CORRETA com relação à concordância verbal. 
A)  Quais de vós cometeu o maior pecado?
B)  Fui eu quem pagou as despesas.
C)  Falta três segundos para o término da partida.
D)  Mais de cem pessoas foi testemunha do assalto.
     
05 Assinale a alternativa CORRETA com relação à regência verbal. 
A) Comunicou as alunas que não haveria aula na semana seguinte.
B)  Ainda não pagamos os honorários aos advogados do processo.
C)  Paguei o advogado, mas não me sobrou muito dinheiro.
D)  Sua decisão obsta o progresso da empresa.
     
06 Assinale a alternativa INCORRETA com relação à regência nominal. 
A)  Ele era residente na Rua Progresso.
B)  Era preferível morrer a ceder a seus impulsos.
C)  Minha falta à escola foi satisfatoriamente justificada.
D) Sempre fui apaixonado com ela.
     
07 Todas as alternativas estão corretas com relação à colocação do pronome átono, EXCETO: 
A)  Maria não vai casar-se outra vez.
B)  Disseram-me que a jóia era falsa.
C)  Os presos já tinham rebelado-se mais de duas vezes no ano.
D)  Vê-la-ia mais vezes se pudesse.
     
08 Marque a alternativa em que a pontuação tenha sido feita de acordo com a norma culta. 
A)  Ainda não o encontrei; não posso portanto, marcar o jantar.
B)  Tudo era permitido no mosteiro, ou melhor, quase tudo.
C)  Levarei a mercadoria mas, não posso pagá-la à vista.
D)  A mim me acusam ainda, de ingênuo.
     
09 Assinale a alternativa INCORRETA com relação ao uso de todo e suas variações. 
A)  Por lei, todo edifício construído na cidade deve ter escadas de segurança.
B)  Todo homem é mortal, mas todo o homem não é mortal.
C)  Toda a cidade possui nome.
D)  Toda a região ficou às escuras durante o temporal.
     
10 Todos os substantivos têm somente uma forma para ambos os números, EXCETO: 
A)  porta-jóias
B)  pires
C)  clipes
D) conta-gotas


RESPOSTAS

Questão 1 alternativa C
Questão 2 alternativa C
Questão 3 alternativa A
Questão 4 alternativa B
Questão 5 alternativa B
Questão 6 alternativa D
Questão 7 alternativa C
Questão 8 alternativa B
Questão 9 alternativa C
Questão 10 alternativa C



Mobilidade Interna SEEDUC - Unidades Escolares Vocacionadas ao Esporte

https://www.seeduc.rj.gov.br/servidor/mobilidade-interna#h.n0evyrt6dvnm